A Metanoia como Processo de Individuação

Atualizado: 9 de mar.

Introdução

Como seres humanos, em nossa maioria absoluta, vivemos mais para cumprirmos nossas necessidades e projetos biológicos do que avançarmos e crescermos em nossas capacidades psíquicas, nossas possibilidades transcendentes, (…) onde o homem vive e pensa estar cumprindo sua missão na vida, nascer, crescer, multiplicar-se e morrer, depois de ter organizado uma família, ter amealhado alguma riqueza, perpetuando gerações (Barcellos, 2008).

Segundo o autor, ficamos nas redondezas do que a vida socialmente exige, envolvendo-se mais com as aparências e as posses do que com nosso crescimento interior. Permanecendo sempre em um repetitivo do que já foi feito, na busca de ter mais, ficando envolvido com as afetividades, com os aspectos sexuais, objetificando a si e a tudo, sempre buscando muito uma estabilidade em ciclos fechados, acabando por construir uma acomodação da qual se fica prisioneiro, sonhando sempre com a liberdade.

Como salienta Pandini (2014), o desenvolvimento psicológico não termina na infância ou adolescência, mas sim, durante toda a vida. No entanto, segundo Stein (2007), o meio da vida é uma das etapas mais fortes de transição que nós vivemos. É um período complicado da existência. Para Magaldi Filho (2019), é óbvio que, por conta da chegada da segunda metade da vida e à proximidade da morte, ficamos muito mais suscetíveis a empreender mudanças de valores, ficando mais fácil abrir mão da materialidade e demandas territoriais, para que a dimensão da espiritualidade fique mais importante na vida.

Além disso, já temos uma bagagem, uma história já vivida, e também já estamos mais estruturados psicologicamente e financeiramente, de forma que temos a possibilidade de fazer escolhas que venham, inclusive, a mudar a visão sobre o trabalho, a necessidade de uma renda mensal fixa, ter uma casa própria ou o carro do ano, bem como o status social, em prol de algo maior, voltando-se para o que realmente importa, o que faz sentido, conectando-se com a essência, a espiritualidade e disfrutando da paz interior.

Na segunda metade da vida, segundo Jung, a individuação é mais evidente. A energia do jovem se dirige para o mundo externo, mas, ao envelhecermos, com o desenvolvimento da “função transcendente”, esta energia vai dirigindo para uma “controversão”, ou seja, para o mundo interno, o próprio self como centro para a conquista de valores não materiais (RAMALHO, 2010).

O amadurecimento ou o envelhecimento das pessoas levam a psique a uma transformação gradual. Segundo Stein (2007), nesta fase o inconsciente torna-se palpável por meio de símbolos mágicos como sonhos e conhecimentos intuitivos. Como salienta Von Franz (2017), surge gradualmente uma personalidade mais ampla e amadurecida, que aos poucos, torna-se mais consistente e perceptível mesmo para outras pessoas. (…) É um fenômeno involuntário e natural.

Como podemos então definir metanoia?

A palavra metanoia significa mudança de mentalidade, de conceito ou de ideia. Para os gregos, significava uma mudança ou alteração fundamental ou, mais literalmente, transcendência (“meta” – acima ou além) da mente (“noia” – da raiz “nous”, pensamento, intelecto). Portanto, metanoia pode significar: expansão da consciência, ir além da razão lógica, transcender, converter-se, ter mudança de crenças ou visão de mundo (MAGALDI FILHO, 2019).

Jung postulou metanoia como o momento de crise existencial da segunda metade da vida, entre os 35 e 45 anos de idade, onde o eu busca, de forma emergencial, a resolução de conflitos internos e autorrealização, pela vida ainda não vivida (Magaldi Filho, 2019). É um processo de transformação da vida, de individuação, no qual expressam aspectos da personalidade até então negligenciados. Todo este processo promove um crescimento profundo em que a pessoa consegue ressignificar a sua atuação no mundo e, também uma maneira de enfrentar os desafios da vida com mais sabedoria.

Para Barcellos (2008), a metanoia significa uma mudança muito criativa, positiva, pois não se muda por mudar, não muda em direção aleatória ou irresponsável, mas sim, muda para a origem, para o original, e não é uma mudança qualquer, é uma mudança em especial, que guarda identidade com o indivíduo. Em sua forma, a metanoia não é uma mudança na pessoa, mas uma mudança no olhar da pessoa, na forma do olhar e pensar sua direção, permitindo novas visões de si próprio, ou seja, olhar o real de si.

Pode ser descrita como uma etapa da vida onde o indivíduo pode experimentar a transcendência do ego. Como afirma Pandini (2014), ocorre um redirecionamento para verificação das questões do mundo interno, ou seja, do self, que a nossa consciência altruísta, nossa vontade de viver e de realizar, os sentimentos, emoções e o amor e, assim, consequentemente, as questões do ego deixam de prevalecer.

Com as questões que afloram no meio da vida, onde se é reavaliado tudo o que foi vivido e o que deixou de ser experimentado ou realizado, bem como o que se projeta para o futuro, podem ocorrer crises existenciais profundas, angústias, processos depressivos e até mesmo o desejo pela morte. Como afirma Magaldi Filho (2019), a metanoia exige uma espécie de transgressão, por provocar muitas transformações, tanto nos comportamentos quanto no pensamento e no caráter das pessoas, produzindo rompimentos de valores, relacionamentos e até de visão de mundo. Muitas vezes, surge na forma de crise e queixas, fazendo com que os indivíduos repensem seu existir. Sendo que, na base dessa crise, está a experiência simbólica de morte e de renascimento.

“Na metade do caminho da vida pelo qual caminhamos acordei e me vi no meio de uma floresta escura onde a estrada certa havia desaparecido completamente.”         Dante Alighieri, in A Divina Comédia

No poema épico de Dante Alighieri acima citado, é notável o estado de espírito em que as pessoas se encontram nesta fase da vida, a crise existencial é visível. O caminho para o futuro torna-se confuso, obscuro, indefinido e sombrio.

Para tanto, como salienta Cavalheiro (2008), a metanoia é um corte, no qual é possível o nascimento de uma nova identidade. (…) Assim como perspectiva de liberdade, de planos de um novo renovado que muda o rumo de uma vida e não necessariamente vem acompanhada de tristezas, angústias. Pode vir de forma gradual e contínua. Samuels (1989) pergunta: por que traria sofrimento essa mudança na direção da libido se ela é compreendida como um processo natural?

Podemos dizer que metanoia é mudança, evolução, crescimento, transformação, libertação, vitalidade e virtualidade, potencialidade, atitude, beleza e estética, moral e ética (BARCELLOS, 2008).

Metanoia e o processo de individuação

“Eu não posso lhes ensinar. O caminho está dentro de nós, nem nos deuses, nem nos ensinamentos, nem nas leis. Dentro de nós está o caminho, a verdade e a vida”. (Jung em “The Red Book”)

A individuação é um conceito chave na teoria junguiana. É quando trazemos conteúdos do inconsciente para o consciente, aprofundando a personalidade e tornando mais inteiros. O self torna-se o centro da personalidade. É o processo de transformação do self em detrimento de um ego muito relacionado a uma persona. Para Jung, a individuação tem dois aspectos. Em primeiro lugar, é um processo interior e subjetivo de integração e, em segundo lugar, é um processo igualmente indispensável de relacionamento objetivo. Nenhum deles consegue existir sem o outro. Nenhum indivíduo é um ser isolado, separado (JOHNSON E RUHL, 2010, p.161).

Os conteúdos registrados na infância e adolescência, substanciais para a formação da psique e da personalidade serão muito lembrados, questionados e reavaliados, sobretudo, na metanoia, onde o olhar para o passado é experimentado e o processo de individuação traz muitas questões vividas, aflorando traumas, complexos, medos, possíveis rejeições, fobias etc., mostrará nossas carências e dependências afetivas, a dificuldade de tornarmos seres independentes, ou a necessidade precoce da independência. Por outro lado, também emergem situações positivas vivenciadas com a família, amigos, professores, tais como sentimentos de compaixão, amor, afeto, integração, convivência, acolhimento, momentos felizes e prazerosos.

Além disso, torna-se visível como repetimos padrões de relacionamentos advindos dos nossos pais e familiares. Como afirma Hollis (1995), enquanto o processo permanecer inconsciente, continuaremos a carregar a tristeza ou a raiva da vida não vivida dos nossos pais. (…) A parte inconsciente do nosso passado se infiltrará em nosso presente e determinará nosso futuro.

Nas nossas verificações, quando olhamos para trás, como cita os autores, temos que admitir que talvez tenhamos vivido menos a partir da nossa verdadeira natureza do que da visão da realidade definida pelas lentes que usamos. Estas lentes passam de pais para filhos, também fruto da época, cultura e local que nascemos e, assim, acreditamos que a nossa visão de mundo é a única existente e não percebemos que possam existir outras várias lentes.

O que se observa é que na meia idade fica mais evidente o domínio da realidade cotidiana. A vida passa a conhecer o domínio estrutural da repetição, não somente no trabalho, mas nos relacionamentos, convívio familiar etc. Para Kast (2017) “parece que nas pessoas de meia idade o trabalho de Sísifo não é mais tão facilmente evitável; ele é considerado “necessário”, embora essa necessidade esteja bem próxima da improdutividade”.

Não podemos deixar de citar as questões de profissão e vocação que emergem no meio da vida. Neste período a nossa alma pede-nos cada vez mais que sejamos nós mesmos, que possamos exercer a nossa vocação, que possamos ouvir a voz interior. Muitas pessoas nesta fase mudam de profissão, de trabalho, ou agregam outras profissões despertando habilidades há muito amortecidas. Hollis (1995) diz que algumas vezes, uma forte vocação requer até mesmo o sacrifício dos desejos do ego. Mas não pedimos a vocação; ela nos é pedida. A pergunta segundo o autor é: “O que estou sendo chamado a fazer?”

A individuação arranca a pessoa do conformismo pessoal e, consequentemente, da coletividade (Jung, 2000b). Hollis (1997) fala muito do processo de solitude na individuação. Arriscar sentirmos solidão para alcançar a sensação de união com nós mesmos que chamamos de solitude é fundamental para que sobrevivamos à passagem do meio. É o estado de espírito de estarmos conectados essencialmente com nós mesmos.

Por outro lado, é importante salientar que nem todas as pessoas passam pelo processo de individuação. Ou seja, passam pelos anos da vida e a inércia da própria vida conduz os dias e os anos… e nada ou muito pouco é questionado, como se houvesse um conformismo com tudo que se viveu e com tudo que se pode esperar pela frente; não são feitos questionamentos, verificações, atitudes direcionadas a mudanças, desenvolvimento do próprio ser e a busca pela transcendência e espiritualidade.

Herman Hesse, como psicoterapeuta diz:

Nada posso lhe oferecer que não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo além daquele que há em sua própria alma. Nada posso lhe dar, a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo e isso é tudo“.

A busca pela psicoterapia, bem como, o desenvolvimento da personalidade deriva, muitas vezes, de fatos que abalam a psique, como uma crise emocional, um descontentamento, o surgimento de uma doença, a perda de um ente querido, uma separação conjugal, problemas familiares, entre vários outros fatores. Se o processo terapêutico não é buscado, dificulta-se muito a individuação. Passa-se pelos percalços da vida, mas o que eles trazem de crescimento, de ressignificação, de amadurecimento e transformações, acabam sendo vistos de forma muito superficial. Para Samuels (1989), a individuação não acontece sem que ocorram conflitos, seja internamente e ou externamente, porque demanda reconhecimento e aceitação de conteúdos pessoais, grande parte das vezes, negativos e repulsivos do ponto de vista do ego.

Por outro lado, para que o processo de individuação flua, é necessário um ego forte e confiante o suficiente para estabelecer um diálogo, um intercâmbio com o self. Caso contrário, um ego frágil, muito complacente, tomado pelos complexos e pouco estruturante, encontra-se indiferenciado do self, sendo um “joguete” de forças arquetípicas e coletivas. É o caso, por exemplo, do puer aeternus, “menino eterno” ou “eterno jovem”, que na mitologia é um deus-criança. É uma pessoa adulta cuja vida emocional permaneceu no nível adolescente, normalmente leva uma vida provisória, cobiça independência e liberdade, opõe-se a limites e tende a achar intolerável qualquer restrição. O puer é também entusiasmo, a força movedora em direção ao novo, ao futuro e que muitas vezes faz com o que o indivíduo não perceba as consequências e possíveis riscos (BERNARDI, 2008).

Além do puer, existem egos muito frágeis onde a pessoa é submissa, suscetível a bullying, a abusos e até mesmo a exploração. É um comportamento onde a pessoa se anula pela ausência de um ego estruturante, ou seja, uma baixa autoestima, uma dificuldade em colocar-se diante da vida, de expor sua vontade, sua opinião ou até mesmo de fazer uma reclamação, ou pelo medo de não ser aceita, ou pela simples apatia diante do mundo.

Por outro lado, um ego muito rígido, muito identificado com a persona ou com as projeções do coletivo, da sociedade ou um ego inflado demais, dificilmente se dispõem a entregar-se ao processo terapêutico. É o perfil do senex, que acreditam ser muito conhecedores de si, arrogantes, e não permitem ser questionados e confrontados; torna a pessoa narcisista, com um falso sentimento de superioridade e uma incapacidade de aprender e ouvir autocrítica; apego à tradição e à rotina e dificuldade de encarar o novo. Pode mascarar dores, traumas e frustrações, e isso pode denunciar uma condição de sofrimento, que o ego quer esconder. Como salienta Bernardi (2008), enquanto aspecto positivo, não se deixa levar pela liquidez das coisas, por uma vida sem sentido. Senex contém o aspecto da sabedoria, do ancião que já passou ou conhece muitas experiências e pode falar com propriedade.

Desta forma, tanto uma pessoa com um ego muito rígido ou inflado, como outra com um ego frágil demais, não tem estrutura psíquica para permitir o encontro com o self e olhar para suas questões internas, questionar-se, e, sobretudo, enfrentar seus aspectos sombrios e individuar-se. Nesse contexto, é de suma importância para a psique que se mantenha ativo o eixo puer-senex, independentemente da idade (MONTEIRO, 2002, p. 22).

Além destes perfis psicológicos, pessoas que passaram por uma vida muito sofrida ou traumática demais podem escolher não olhar para o passado e trazer à tona situações difíceis, ao menos em determinados momentos da vida. É importante respeitar o tempo e o momento de cada um, bem como suas escolhas. Por outro lado, não passar pela individuação não significa que seja algo negativo, ruim ou trágico, no entanto, perde-se uma oportunidade brilhante de conhecer-se melhor, de alterar rumos que não vem trazendo bons frutos, de mergulhar no inconsciente e verificar os aspectos sombrios, de abster-se da persona, muitas vezes, tão marcante, de traçar um futuro mais consciente e lúdico. Negligenciar também pode ser uma decisão, mas pode nos causar prejuízos muitas vezes irreparáveis.

Como podemos atravessar a metanoia de forma mais saudável?

Não existe uma receita bem sucedida para atravessar a crise da meia idade. Mas podemos buscar maneiras de torná-la mais consciente, mais amena, menos impactante ou dolorida. Primeiramente, é preciso amar nossa alma como ela é, olhar com gratidão a vida vivida, aceitar e fazer as pazes com o passado acolhendo a dor vivida, ressignificando cenas e situações que causaram mágoas, dores e ressentimentos. Abandonar quaisquer sentimentos de culpa, arrependimentos e insatisfações do passado. Trazer para a vida presente um novo significado com criação de novas atividades, nova forma de ver a vida e novos papéis, como psicoterapia, atividades terapêuticas, estudos em grupos, livros, amigos, atividades físicas ao ar livre, e outras situações que permitam reinventar-se, renovar-se e redirecionar-se de forma criativa e transformadora. Resgatar os sonhos, os projetos e a alegria de viver.

Importante também trabalhar os relacionamentos interpessoais, responsabilizando-se pelo tipo de relacionamento que vem escolhendo com as pessoas. O fato é, ninguém é vítima! Assim, procurar remover as queixas, acusações e sentimentos gerados com as pessoas do convívio, avaliando os vínculos reais, as fantasias e a imaginação.

Outro aspecto essencial é a busca pela conexão com a espiritualidade, com a transcendência, o contato com a centelha divina como diz Moreno (1975). Pode ser através da religiosidade, de ações altruístas, ações sociais, projetos ecológicos, ou vivenciar um estado de contemplação da própria vida, conectar-se com a natureza, buscando integrar-se com as coisas simples e belas da vida.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. BARCELLOS, R. R. Metanoia. Saber Humano. Edição Especial: Cadernos de Ontopsicologia, Restinga Seca, p. 169-181, 2018.

  2. CAVALHEIRO, F. Metanoia e História: conflitos e rupturas da meia-idade. In: Monteiro, D.M.R. (org). Metanoia e meia-idade: trevas e luz. São Paulo: Paulus, 2008.

  3. HOLLIS, J. A passagem do meio: da miséria ao significado na meia-idade. Coleção Amor e Psique. São Paulo: Paulus, 1995.

  4. JUNG, C.G. A vida simbólica. vol. 18/2, 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2000b.

  5. KAST, V. Sísifo: vida, morte e renascimento através do arquétipo da repetição infinita. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 2017.

  6. MAGALDI FILHO, W. Metanoia na psicologia junguiana. Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa. São Paulo, 2019. Disponível em: https://www.ijep.com.br/artigos/show/metanoia-na-psicologia- junguiana. Acesso em: 13 de out. de 2020.

  7. MORENO, J. L. Psicodrama. São Paulo: Cultrix, 1975.

  8. PANDINI, A. L. R. Metanoia: Caminho para o desenvolvimento no meio da vida. 2014. Tese (Doutorado em Psicologia) – Faculdade de Psicologia. Universidade de São Paulo. São Paulo, 2014.

  9. RAMALHO, C. M. R. Psicodrama junguiano, meia idade e envelhecimento. In: RAMALHO, C. M. R. (org.). Psicodrama e psicologia analítica: construindo pontes. São Paulo: Iglu, 2010.

  10. SAMUELS, A. Jung e os pós-junguianos. Rio de Janeiro: Imago, 1989.

  11. STEIN, M. No meio da vida: uma perspectiva junquiana. São Paulo: Paulus, 2007.

  12. VON FRANZ, M. L. O processo de Individuação. In: JUNG, C. G (org.). O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Harper Collins, 2017. p. 207-307.

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